2007-09-13

Países terríveis: Portugal (iii)


Se a Polónia e Moçambique são países terríveis, Portugal é simplesmente medonho. Há boas razões para não gostar dos portugueses e muitas delas estão enunciadas no livro Portugal, Hoje: O Medo de Existir, do José Gil. O próprio autor reconhece que só falou do que está mal, porque quis dar «relevo ao que impede a expressão das nossas forças enquanto indivíduos e enquanto colectividade». O seu estudo aborda o que os historiadores chamam «mentalidades» e recorre a conceitos da filosofia, da psicanálise e da ciência política. De fora, ficou a análise de obras artísticas e literárias que poderiam ter ilustrado as suas teses. Ficaram também excluídas algumas peculiaridades de linguagem que teriam sido úteis, porque o nosso atraso tem também causas linguísticas. Há duas dessas peculiaridades que vale a pena mencionar: as formas de tratamento e o eufemismo.

Os portugueses recorrem insistentemente ao eufemismo. É uma figura que suaviza o discurso: a corrupção transforma-se em cunha ou jeitinho, o aborto converte-se em interrupção voluntária da gravidez e a fome é substituída por fraqueza razoável. Quando os nossos diplomatas quiseram justificar junto das Nações Unidas a guerra colonial falaram em operação policial. Claro que o eufemismo não é um exclusivo português. Também o encontramos entre os israelitas, com o sentido de auto-crítica que é característico do humor judaico. Os ingleses também o utilizam com frequência, porque uma das maneiras de sublinharem a sua altivez é minimizarem a gravidade dos acontecimentos. Mas se o eufemismo dos ingleses é um exercício de sagacidade que os ajuda a tirar partido das circunstâncias, já o eufemismo português tem exactamente o efeito contrário: deturpa a visão das coisas e, porque um diagnóstico preciso é o primeiro passo para o tratamento de qualquer doença, contribui para o nosso imobilismo.

As múltiplas formas de tratamento são outro vício recorrente entre nós. Temos uma apetência doentia por títulos académicos – senhor doutor, senhor engenheiro, senhor arquitecto – sem paralelo lá fora e que surpreende e confunde os estrangeiros que nos visitam. Os alemães usam o seu Doktor apenas a respeito dos médicos. E entre os ingleses, o you serve para toda a gente, com ou sem protocolo: sinal de sofisticação, de simplificação democrática, como refere o saudoso Eduardo Prado Coelho no seu livro Nacional e Transmissível. Já os títulos portugueses são a marca discursiva das nossas enormes desigualdades sociais. Eles revelam a sobranceria das elites, mas também, e pior que isso, o respeito reverencial permanente das classes mais baixas. Portugal não é apenas o país mais injusto da Europa, mas também o mais resignado.

14 comentários:

Dragão disse...

Oh pá, eu dos portugueses também não gosto nada. Gramo mesmo é as portuguesas.

Anónimo disse...

amt mt mt mt cristiano
fica com o meu e-mail cris1freitas @hotmail.com
e tenho uma amiga ao pe de mim que é louca por ti
fica com o mail dela catiafelixpereira@hotmail.com

bjs

ass cristiana

estrela cadente disse...

amt mesmo bues
adoro te mtmtmt

ass a mesma pessoa k fez o comentário anterior

Flávio disse...

lol O Cristiano Ronaldo é simpático e talentoso, mas também não exageremos.

Beijocas, Estrelinha!

P.S.: Mais abaixo no blogue, tens outra foto dele.

Anónimo disse...

Eu sou gay adoro o Cristiano Ronaldo se vissem as pernocas deles ai!!!!mas ele ja tenheeeemmmm namorada!!!E rrrrico
a familia ddele vive a beira da casa de uma minha colega...


bj de gay...

Anónimo disse...

por favor quem foi o estupido queescreveu esse livro. Todos os paises tem coisas boas e coisas más. acho que quem fala assim de portugal certamente não sabe do que diz. Se não gostas de viver em portugal vai para a america meter te com os gays, para africa ficando no maio da pobreza/fome, para espanha que eles se aproveitam de ti e trabalhas como escravo ou então para Englaterra onde esses meninos têm a mania de serem perfeito.

Flávio disse...

Estão a ver, que vos dizia eu?

Anónimo disse...

Muda-te pah. se não gostam podem sempre mudar-se, só cá faz falta quem pode ajudar e quer ajudar o País a crescer! quem quer ser alguém e não tem o complexo da inferioridade! Adoro o meu País! Portugal!

Flávio disse...

«Muda-te pah. [...]»

A menos que o Anónimo tenha um belo tacho no Governo português, acho que estaremos na presença de um genuíno cretino.

Reuben disse...

È claro que Portugal tem coisas más, contudo, há muitos paises piores que nós. Concordo com os aspectos apontados no artigo, contudo foi esquecido outro aspecto: o facto dos portugueses serem demasiado críticos. Nunca está nada bem, mas quando chega a altura de manifestar o seu supremo desagrado... Os portugueses esquecem-se de como o fazer.
Mas claro, nem tudo é mau. Não nos esqueçamos que Portugal é um país muito desenvolvido (digam o que disserem, os dados não mentem,ou se calhar até sim, não sei)e tem algumas das mentes mais brilhantes da Europa e do Mundo.

Anónimo disse...

é verdade que portugaltem coisas más mas das muitas coisas boas que Ele tem uma delas sou eu!!!!!!!!!!!
não é para me gabar, mas.........!

Anónimo disse...

FILHOS DA PUTA ELES SAO BUEDA CROMOS

Anónimo disse...

vai te cuidar
PORTUGAL É KÉ BOM!!!!!!!!!!!!!

Anónimo disse...

puta que pariu mais ao teu pensamento
de merda seu filho da puta!!!

vai falar mal do sitio donde sais.te
e que só havias de ter saído já sem vida!!!!


PORTUGAL!!! 1143 - Never Die!