Madison Hotel, New York

«My stay at the Madison Hotel was one of the most shocking experiences of my life, and I am a seasoned independent traveler. Picture this... After 8pm every night, prostitutes and pimps doing business in the tiny, sticky, flourescent lit lobby, with the hotel staff turning a blind eye...in the hallway outside my room, a scrawny man actually smoking crack, and now that I know what CRACK smells like, I can assure that crack smoking happens on a fairly regular basis in peoples rooms. This hotel is not a safe place to stay. I'm not even going to go into the how disgusting my room was (pubes, semen, etc).»

«As a world traveler ive seen bad hotels, this is in the top three. Place was overun with crackheads, hookers, transvestites and lowlifes that seemed to run the place. Management seems to profit from the illicit activity so dont expect sympathy.»

«N'allez surtout pas là je vous en prie. Certes les prix sont très bas mais ne justifient en aucun cas ce que vous devrez subir. L'immeuble est désuet, malpropre et lugubre. L'ascenceur (car il n'y a qu'un !) est lent , inquétant et donne des mouvements sacadés et fais un bruit digne des film d'horreurs. Ils ont des clés en métal pour les chambres et non magnétique ce qui augmente considérablement les chances de vous faire voler.»

«This place is a --- unless you don't mind sub-par cleanliness and rude staff with the occasional proposition from a prostitute. Oh and the little deli that you get free breakfast at - it's not too bad but there are time and food restrictions on it...but I did enjoy my coffee and toast every morning. Those are pretty hard to screw up though.»

«Don't let a cheap rate lure you towards this hotel. As I arrived, dealing with the rude front desk was as if they wanted us to beg for a room. When we got into the room we found very long pubes in both of the beds and they sure weren't mine (very long ones). The bedspread had an old bloody-semeny stain that led us to toss it on the floor. The TV only had one station (channel 3) avaliable which constantly aired Oprah when we wanted the local weather. When we were not in the room, the staff was reluctant to let us sit on the lobby couches unless we constantly proved we were staying there. Stepping outside, I saw two lovely rats scurry under the steps. They were probably taking the food from the "complementary breakfast" since no one else would eat it.»

«I stayed at this hotel for 6 days in August and i can honestly say that it is the worst hotel i have ever stayed in. The staff were not merely unfriendly they were also very rude and unhelpful. Their idea of customer service leaves a lot to be desired. They requested payment up front before we even had a chance to view the room, and GOD FORBID you ask for reciept of payment. this is given to you at their earliest convenience as it is deemed 'not part of their job'.»

«Rude rude rude. They woke me up at 2pm entering the room without knocking because they had forgot to tell me that I had to prepay that night. They had kept my credit card number but it WAS hotel policy to charge it at 2pm after waking me up. Free breakfast coupons! Yeah sure! A horrible coffee and over-charges in the horrible quality muffins due to misunderstanding with the hotel reception... and they charge more the herbal tea because it is special tea and ups! they forgot to mention it before pouring the hot water... anyway.»

«I've stayed in hotels around the world and with out a doubt the Madison Hotel ranks as the worst. My wife and I have never stayed in a hotel with no closet or bureau. The cheap TV perched on top of what might have been an old radio cabinet - minus the radio. The TV received 3 channels but only one was clear enough - on the few occasions snow and lines didn't dominate the screen. The old tired curtains didn't cover the window and the insulation around the air conditioner was probably 1/4" plywood. The bed was one inch higher on one side so I had to hug the corner to keep from rolling over my wife.»

«We stayed at this hotel in october because this price was right and the reviews looked good. What a dump. We were downgraded from a two bed room to one double -but I guess we were lucky because the person arriving after us was downgraded to no room at all. The curtains were torn and dirty, exosed wiring all over the place, outlets in the bathroom didn't work. The carpets were torn and dirty and the radiators banged all night. I could go on forever. i've stayed at other hotels in NYC that are just a little higher priced and my experience was always great. Do yourself a huge favor and avoid this place at all costs.»

«I went upstairs, dropped off my small bag and left to have dinner. I came back around 10PM and went to sleep, when I awoke and got out of bed, I noticed the sheets covered with spots of blood and dead bedbugs, it was freakin’ disgusting. I took a shower (even with all the bath bugs around and I left at 6:30 am with nowhere to go at that hour. Anyway, I finished my business that day and by the time I arrived home that evening at 10:10PM, hundreds of bites and marks had developed all over my body. To make a long story short I filed a lawsuit against this filthy Madison “hotel” through my attorney in New York, Steven De Castro, and my case has been mentioned on the CBS news in New York as well as the weekly program “Inside Edition”. My case will finally take place in front of a jury on Tuesday November 13.»


Eurovision 2008

O Festival Eurovisão da Canção de 2008 foi um desastre. O concurso já não tem qualquer credibilidade e, bazófias patrióticas à parte, toda a gente ficou com a sensação que ganhou uma das piores canções. A culpa está no sistema de votação. O voto telefónico pode parecer uma solução democrática e é uma boa fonte de receitas, mas não garante resultados imparciais. Tal como está, as pontuações ficam dependentes das vizinhanças e simpatias políticas. A solução passa pela reintrodução do sistema de júri. Só um júri composto por personalidades idóneas da indústria da música e provenientes de países não europeus ou países europeus não presentes na final pode garantir uma votação séria. Mas há ainda outras razões. O grande público reage mal às novidades. A dependência do voto telefónico é avessa ao experimentalismo - vide os péssimos resultados dos representantes franceses nos últimos anos - e à renovação musical do festival.


How to visit New York and spend only 391 Euros

1 – Plan your trip carefully with Google Maps

2 – Online reservations

3 – Yes, it is possible to find accommodation in Manhattan that is affordable and safe

4 – Choose your restaurants at Menu Pages

5 – Do not fly with TAP

6 – Metrocard!

7 – Take the NJ Transit Train from Newark to Penn Station New York

8 - The devaluation of the U.S. dollar

9 - Ray's Pizza

Norman Mailer

Norman Mailer foi uma personalidade fascinante e complexa. O âmbito dos seus interesses era vastíssimo e incluía ocupações tão diversas como a literatura e o boxe. Manifestamente, o senhor tinha mais jeito para a primeira e nunca ganhou um cêntimo que fosse nos ringues. Mas talvez o boxe e a literatura não sejam tão diferentes assim. Mailer comparou muitas vezes o combate de pugilismo ao confronto do escritor com a página em branco. E, tal como a literatura, também o boxe está condicionado pelos estilos, técnicas e estratégias prevalecentes num dado momento histórico.

O romance The Castle in the Forest (2007) é o registo de um combate extraordinário. É o maior combate não só da carreira de Norman Mailer, mas talvez de toda a literatura. De um lado está um escritor nascido no seio de uma família judia de New Jersey e do outro está o maior inimigo do seu povo, Adolf Hitler. O líder nazi foi sempre uma obsessão para Mailer, que chegou a afirmar «you can’t be Jewish without thinking a great deal about Hitler all the time». Escrever um romance sobre as origens de Hitler foi a forma que ele encontrou de lidar com os seus fantasmas.

A juventude de Hitler sempre esteve rodeada de grande mistério. O próprio Hitler guardou muito segredo sobre as suas origens. Tentava ocultar muitas histórias embaraçosas sobre os seus parentes e proibiu que se publicasse qualquer coisa sobre a sua família e infância. Inventou a sua própria história, mudando as origens e a etnia. E até mandou matar pessoas que sabiam demasiado sobre o seu passado. Os historiadores sugerem várias possibilidades para este desconforto, mas todas as suas explicações são limitadas e conjecturais. Em contrapartida, a ausência de fontes e materiais históricos abre excelentes oportunidades aos romancistas.

Um romancista tem duas grandes opções estratégicas quando aborda um assunto como a origem de Hitler. A primeira dessas opções é o que poderíamos chamar de via trágica. A narrativa sublinharia tudo o que o nazismo teve de catastrófico, recorrendo a uma linguagem a condizer, grandiosa e elaborada. Porém, esta alternativa resulta muitas vezes em fanfarronadas pretensiosas e estéreis. A segunda via possível é a sátira e foi por aqui que Norman Mailer seguiu. A sua linguagem é corrosiva e mordaz. O texto multiplica-se em pormenores grotescos, sórdidos e muitas vezes engraçados, pelas mesmas razões que os demónios insistem em chamar Deus por Dummkopf: apoucar o adversário, acentuar as suas fragilidades e reduzi-lo à condição de um pobre diabo.


New York

Falta apenas uma semana...


David Cronenberg

Os pormenores são fundamentais para uma história bem contada. A riqueza de detalhes permite seduzir e cativar o público, porque cria no seu espírito uma convicção de verdade. As generalidades não convencem ninguém. Um pouco à semelhança do que acontece com os depoimentos das testemunhas em tribunal, pois os juízes sabem que os mentirosos (ou, pelo menos, os maus mentirosos) nunca especificam aquilo que dizem e, quando entram em muitas digressões, terminam sempre em becos sem saída.

O genial Anton Tchekov é um adepto dos detalhes. O escritor russo falou muitas vezes da importância dos pormenores e da sua aversão às generalidades: «Deus nos livre dos lugares-comuns». A mesma regra vale na escrita para cinema, que é a forma mais complexa de contar histórias. São os pormenores que ficam na cabeça dos espectadores e que suscitam as discussões mais entusiasmadas. O realizador David Cronenberg, por exemplo, conhece bem esse poder das pequenas coisas. Talvez nenhum cineasta seja tão exímio na arte dos detalhes como ele.

A riqueza de pormenores é um verdadeiro princípio estruturante do cinema de David Cronenberg. Os seus filmes permitem encontrar o grandioso no que é pequeno e os detalhes brilham em momentos supostamente menos importantes. São pequeninas coisas como a timidez da protagonista em eXistenZ ou o choro do violino em Eastern Promises que não só dão credibilidade e substância às suas histórias, mas também fornecem a chave para a compreensão do seu pensamento.

Tudo isto requer alguma subtileza. Se um autor saturar a sua história com detalhes complicados e irrelevantes, obterá precisamente o efeito oposto ao que pretende e não conseguirá cativar o interesse de ninguém. Terá produzido uma espécie de manual de instruções e não uma boa história. A regra da riqueza de pormenores deve, por isso, ser corrigida por uma outra, a da necessidade. Só devem ser acentuados os pormenores que sejam necessários à definição de uma personagem, como as cicatrizes dos protagonistas em Crash, ou ao desenvolvimento da história.


The Cure

Kopfschmerzen, Traurigkeit, Depression? The Cure.

Dores de cabeça, tristeza, depressão? The Cure.


Países terríveis: Portugal (vi)

«Os Portugueses assumiram o controlo de Cochim em 1502 e de Goa em 1510. Em Cochim, os rajás locais conseguiram proteger os Judeus durante cento e cinquenta anos, até 1662, quando, durante a guerra luso-holandesa, os Portugueses massacraram muitos Judeus e forçaram outros a fugir. Quando Vasco da Gama chegou a Calcutá, em Kerala, disse ao governador local, o Samorim: 'Os Judeus mataram o nosso Salvador. Por isso, livra-te deles.' O Samorim fingiu dar aos Judeus uma tareia monumental e disse-lhes: 'Quando esta praga desaparecer, podeis voltar.'

Na Goa portuguesa, os Judeus não encontraram outra protecção contra o Catolicismo Romano senão a conversão ao Cristianismo, mas em 1560 os Portugueses impuseram no território os rigores da Inquisição, que começou por queimar os Judeus que se tinham convertido. Dezassete anos antes, no porto de Cranganore, os Muçulmanos tinham-se juntado aos Portugueses para massacrarem a comunidade judaica local - um ramo da de Cochim.

Felizmente para os Judeus de Cochim, a ajuda estava quase a chegar. Em 1663 os Holandeses expulsaram os Portugueses de Cochim e ofereceram aos Judeus a protecção do seu civilizado modo de vida e tolerância religiosa. Cem anos depois, mais ou menos, em 1795, os Ingleses tornaram-se na potência predominante e também eles respeitaram a comunidade judaica, não a molestando.»

(in Martin Gilbert: Os 5000 Anos de História e Fé do Povo Judeu, Lisboa, Alêtheia Editores, Abril de 2006, p. 127)


Berlin Alexanderplatz

Berlin Alexanderplatz (1980) é o filme mais célebre de Rainer Werner Fassbinder. É a sua obra mais complexa, erudita e ambiciosa e um dos retratos mais admiráveis de sempre de uma cidade. Berlim não é apenas o espaço em que decorre a intriga, mas constitui, com o seu pitoresco, os seus contrastes e os seus segredos, o próprio assunto do filme. Porém, a grandiosidade do conjunto não ofusca o brilhantismo e a autonomia das suas partes integrantes. Cada um dos habitantes da cidade de Fassbinder é único e fascinante pelas suas peculiaridades e contradições.

O carácter contraditório do protagonista surge com particular evidência na segunda parte do filme. Sabemos que Franz Biberkopf não é mau e que até jurou à saída da prisão de Tegel fazer apenas o bem. Sabemos inclusivamente que ele não é anti-semita, até porque o primeiro amigo que fez após o cumprimento da sua pena foi um judeu. Porém, ele aceita vender o jornal Völkischer Beobachter nas ruas da cidade e abraça a ideologia nazi, seguindo o exemplo de muitos dos seus compatriotas, que também colocaram voluntariamente o poder nas mãos de Hitler. É um facto surpreendente e mesmo os melhores pensadores nunca contaram com a popularidade e eficácia dos nazis.

Sejam quais forem as razões de Franz Biberkopf, é indiscutível que ele não age por mero oportunismo. Ele acredita sinceramente no nazismo e a força das suas convicções surge com toda a clareza no confronto final com os comunistas. É uma sequência que vemos hoje com distanciamento e ironia, pois sabemos que os intervenientes lutam encarniçadamente por ideologias que teriam consequências igualmente desastrosas.

A maior ironia talvez até nem seja essa. Os comunistas alemães não só não conseguiram impedir a tomada do poder pelos nazis, como poderão, ainda que involuntariamente, ter contribuído decisivamente para o sucesso de Hitler. Com os seus apelos à violência popular, os dirigentes da KPD deram o pretexto ideal ao governo nazi para tomar medidas repressivas e criaram junto da população o receio, aliás infundado, de um grande levantamento bolchevista. Biberkopf parece estar plenamente consciente desses erros de estratégia, quando adverte: «De que vão vocês viver, espalha-brasas? Estão bêbedos de palavras! Só sabem causar confusão e tornar os outros odientos até ficarem mesmo maliciosos e acabarem com um de vocês!»


Cicciolina (vi)

«Já votámos nos Filhos e deu no que deu, agora votemos nas mães. Vota na Puta, contra os Filhos da Puta!»


Cicciolina Muscolo Rosso (Voglia Di Cazzo)

dopo le mie trasgressioni
dopo tutte queste emozioni
nessuno mi puo fermare
non mi potete arrestare

selvaggio animale in calore
il cazzo che mi spruzza nel cuore
un muscolo rosso d'amoreee
affonda lungo al mio cuore

tuuuu che sembri un manichino
tira fuori il cazzo duro
ti faccio un pompino
io ti faccio un pompino oh oh

[tutti, in coro]

voglio il cazzo
vestito di pelle
il cazzo... piu duro del muro
il cazzo nel buco del culo
il cazzo che mi sfonderà (ah) Insieme a me schizzerà
voglio il cazzo
vestito di pelle
il cazzo... più duro del muro
il cazzo... Nel buco del culo
il cazzo che mi sfonderà (ah) insieme a me schizzerà
in mio potere sarà

selvaggio animale in calore
il cazzo che mi spruzza nel cuore
un muscolo rosso d'amore
affonda lungo al mio cuore

tu che sembri un manichino
tira fuori il cazzo duro ti faccio un pompino
io ti faccio un pompino oh oh

[e via di ritornello...]

voglio il cazzo
vestito di pelle
il cazzo... piu duro del muro
il cazzo nel buco del culo
il cazzo che mi sfonderà (ah) Insieme a me schizzerà
voglio il cazzo
vestito di pelle
il cazzo... più duro del muro
il cazzo... Nel buco del culo
il cazzo che mi sfonderà (ah) insieme a me schizzerà
in mio potere sarà



Der beste Geschichtenerzähler vom Internet: Nuno und seine Nunices.

O melhor contador de histórias da Internet: Nuno e as suas Nunices.



2046 foi um enorme sucesso de público e crítica. Todas as pessoas que apreciam cinema encontram excelentes razões para gostar do filme de Wong Kar Wai: a magnífica direcção de fotografia, a banda sonora de uma beleza assombrosa ou ainda as interpretações inesquecíveis de um elenco perfeito. Todos estes elementos surgem impecavelmente orquestrados pelo realizador mais brilhante e sensível de sempre. Mas há um grupo que terá uma relação particularmente intensa com 2046: os escritores. Essa gente tem razões acrescidas para gostar do filme, não só pela sua linguagem marcadamente literária (as analepses, os fragmentos), mas também pelo tema e protagonista.

O herói de 2046 é um escritor e, como todos os escritores, é uma pessoa complexa. As suas acções parecem estranhas, paradoxais e, por vezes, falhas de carácter. Chow é um sedutor nato que parece querer levar as suas mulheres ao pico da felicidade a dois, apenas para que elas depois possam sofrer uma queda ainda maior. «Talvez eu não seja um tipo assim tão decente», afirma o próprio Chow em jeito de confissão. Isto deixa à vista o carácter autobiográfico do seu texto sobre o misterioso comboio que parte para 2046, onde os homens e mulheres que buscam o amor querem resgatar as suas memórias perdidas; porém, a verdadeira natureza desse lugar permanece desconhecida, porque até à data ninguém regressou de 2046.

A solução para o mistério de 2046 poderá estar numa famosa obra de um outro escritor, Stendhal, intitulada Do Amor. O essencial deste formoso livro sobre o amor-paixão pode ser resumido em três grandes divisas. Primeiro, o amor é fundamentalmente um fenómeno da imaginação. O enamoramento implica uma projecção da perfeição naquilo que amamos e, nessa medida, é uma espécie de auto-ilusão deliberada. Segundo, os melhores momentos do amor são os seus momentos iniciais. Nas incertezas e inquietações da fase de sedução estão as delícias do amor; quando chega o seu desenlace, o melhor já passou e tudo o que nos espera é a comodidade, a rotina e o marasmo. Terceiro, o amor-paixão conduz a um certo ascetismo, porque «paralisa todos os prazeres e torna insípidas todas as restantes ocupações da vida».

Encontramos reminiscências desta concepção austera do amor no final do filme Casablanca. Sabemos que Rick quisera anteriormente viver o seu amor com Ilsa, quando estava com ela em Paris e a pedira em casamento. Depois, em Casablanca, vivem um segundo e inesperado pico da sua paixão amorosa. O que Rick propõe no final (e Ilsa aceita tacitamente) é que ambos evitem a tentação da comodidade na vida amorosa, para que possam preservar como um tesouro a memória dos momentos que partilharam. «We’ll always have Paris.» Esse Paris é tão único e irrepetível como o quarto de hotel de In the Mood for Love e 2046. O protagonista sabe-o bem e é isso que explica o seu comportamento errático. Quando Chow opta por ficar só, não o faz por capricho ou egoísmo mas sim por lucidez.



Países terríveis: China (v)

O trabalhador chinês que só vê a família uma vez por ano e ganha quatro dólares por dia, mas diz que o patrão é muito bom porque não lhe dá porrada.


Jordan McKenzie

A última loucura de Jordan McKenzie: 55 imagens feitas com esperma do próprio artista, em exibição no Centre for Recent Drawing em Highbury, Londres. Nas palavras do próprio McKenzie, a sua obra é «an acknowledgement of human futility in the face of time as well as a violent record of male sexual drive - a poignant and elegiac witness to human fragility and impermanence.»