O genial Manuel João Vieira.2008-05-26
2008-05-25
2008-05-23
How to visit New York and spend only 391 Euros
1 – Plan your trip carefully with Google Maps
2 – Online reservations
3 – Yes, it is possible to find accommodation in Manhattan that is affordable and safe
4 – Choose your restaurants at Menu Pages
5 – Do not fly with TAP
6 – Metrocard!
7 – Take the NJ Transit Train from Newark to Penn Station New York
8 - The devaluation of the U.S. dollar
9 - Ray's Pizza
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Norman Mailer
Norman Mailer foi uma personalidade fascinante e complexa. O âmbito dos seus interesses era vastíssimo e incluía ocupações tão diversas como a literatura e o boxe. Manifestamente, o senhor tinha mais jeito para a primeira e nunca ganhou um cêntimo que fosse nos ringues. Mas talvez o boxe e a literatura não sejam tão diferentes assim. Mailer comparou muitas vezes o combate de pugilismo ao confronto do escritor com a página em branco. E, tal como a literatura, também o boxe está condicionado pelos estilos, técnicas e estratégias prevalecentes num dado momento histórico.O romance The Castle in the Forest (2007) é o registo de um combate extraordinário. É o maior combate não só da carreira de Norman Mailer, mas talvez de toda a literatura. De um lado está um escritor nascido no seio de uma família judia de New Jersey e do outro está o maior inimigo do seu povo, Adolf Hitler. O líder nazi foi sempre uma obsessão para Mailer, que chegou a afirmar «you can’t be Jewish without thinking a great deal about Hitler all the time». Escrever um romance sobre as origens de Hitler foi a forma que ele encontrou de lidar com os seus fantasmas.
A juventude de Hitler sempre esteve rodeada de grande mistério. O próprio Hitler guardou muito segredo sobre as suas origens. Tentava ocultar muitas histórias embaraçosas sobre os seus parentes e proibiu que se publicasse qualquer coisa sobre a sua família e infância. Inventou a sua própria história, mudando as origens e a etnia. E até mandou matar pessoas que sabiam demasiado sobre o seu passado. Os historiadores sugerem várias possibilidades para este desconforto, mas todas as suas explicações são limitadas e conjecturais. Em contrapartida, a ausência de fontes e materiais históricos abre excelentes oportunidades aos romancistas.
Um romancista tem duas grandes opções estratégicas quando aborda um assunto como a origem de Hitler. A primeira dessas opções é o que poderíamos chamar de via trágica. A narrativa sublinharia tudo o que o nazismo teve de catastrófico, recorrendo a uma linguagem a condizer, grandiosa e elaborada. Porém, esta alternativa resulta muitas vezes em fanfarronadas pretensiosas e estéreis. A segunda via possível é a sátira e foi por aqui que Norman Mailer seguiu. A sua linguagem é corrosiva e mordaz. O texto multiplica-se em pormenores grotescos, sórdidos e muitas vezes engraçados, pelas mesmas razões que os demónios insistem em chamar Deus por Dummkopf: apoucar o adversário, acentuar as suas fragilidades e reduzi-lo à condição de um pobre diabo.
2008-05-20
2008-05-17
2008-05-10
2008-04-26
2008-04-20
David Cronenberg
Os pormenores são fundamentais para uma história bem contada. A riqueza de detalhes permite seduzir e cativar o público, porque cria no seu espírito uma convicção de verdade. As generalidades não convencem ninguém. Um pouco à semelhança do que acontece com os depoimentos das testemunhas em tribunal, pois os juízes sabem que os mentirosos (ou, pelo menos, os maus mentirosos) nunca especificam aquilo que dizem e, quando entram em muitas digressões, terminam sempre em becos sem saída. O genial Anton Tchekov é um adepto dos detalhes. O escritor russo falou muitas vezes da importância dos pormenores e da sua aversão às generalidades: «Deus nos livre dos lugares-comuns». A mesma regra vale na escrita para cinema, que é a forma mais complexa de contar histórias. São os pormenores que ficam na cabeça dos espectadores e que suscitam as discussões mais entusiasmadas. O realizador David Cronenberg, por exemplo, conhece bem esse poder das pequenas coisas. Talvez nenhum cineasta seja tão exímio na arte dos detalhes como ele.
A riqueza de pormenores é um verdadeiro princípio estruturante do cinema de David Cronenberg. Os seus filmes permitem encontrar o grandioso no que é pequeno e os detalhes brilham em momentos supostamente menos importantes. São pequeninas coisas como a timidez da protagonista em eXistenZ ou o choro do violino em Eastern Promises que não só dão credibilidade e substância às suas histórias, mas também fornecem a chave para a compreensão do seu pensamento.
Tudo isto requer alguma subtileza. Se um autor saturar a sua história com detalhes complicados e irrelevantes, obterá precisamente o efeito oposto ao que pretende e não conseguirá cativar o interesse de ninguém. Terá produzido uma espécie de manual de instruções e não uma boa história. A regra da riqueza de pormenores deve, por isso, ser corrigida por uma outra, a da necessidade. Só devem ser acentuados os pormenores que sejam necessários à definição de uma personagem, como as cicatrizes dos protagonistas em Crash, ou ao desenvolvimento da história.
2008-04-12
2008-04-04
2008-04-01
2008-03-30
Países terríveis: Portugal (vi)
«Os Portugueses assumiram o controlo de Cochim em 1502 e de Goa em 1510. Em Cochim, os rajás locais conseguiram proteger os Judeus durante cento e cinquenta anos, até 1662, quando, durante a guerra luso-holandesa, os Portugueses massacraram muitos Judeus e forçaram outros a fugir. Quando Vasco da Gama chegou a Calcutá, em Kerala, disse ao governador local, o Samorim: 'Os Judeus mataram o nosso Salvador. Por isso, livra-te deles.' O Samorim fingiu dar aos Judeus uma tareia monumental e disse-lhes: 'Quando esta praga desaparecer, podeis voltar.'
Na Goa portuguesa, os Judeus não encontraram outra protecção contra o Catolicismo Romano senão a conversão ao Cristianismo, mas em 1560 os Portugueses impuseram no território os rigores da Inquisição, que começou por queimar os Judeus que se tinham convertido. Dezassete anos antes, no porto de Cranganore, os Muçulmanos tinham-se juntado aos Portugueses para massacrarem a comunidade judaica local - um ramo da de Cochim.
Felizmente para os Judeus de Cochim, a ajuda estava quase a chegar. Em 1663 os Holandeses expulsaram os Portugueses de Cochim e ofereceram aos Judeus a protecção do seu civilizado modo de vida e tolerância religiosa. Cem anos depois, mais ou menos, em 1795, os Ingleses tornaram-se na potência predominante e também eles respeitaram a comunidade judaica, não a molestando.»
(in Martin Gilbert: Os 5000 Anos de História e Fé do Povo Judeu, Lisboa, Alêtheia Editores, Abril de 2006, p. 127)
Na Goa portuguesa, os Judeus não encontraram outra protecção contra o Catolicismo Romano senão a conversão ao Cristianismo, mas em 1560 os Portugueses impuseram no território os rigores da Inquisição, que começou por queimar os Judeus que se tinham convertido. Dezassete anos antes, no porto de Cranganore, os Muçulmanos tinham-se juntado aos Portugueses para massacrarem a comunidade judaica local - um ramo da de Cochim.
Felizmente para os Judeus de Cochim, a ajuda estava quase a chegar. Em 1663 os Holandeses expulsaram os Portugueses de Cochim e ofereceram aos Judeus a protecção do seu civilizado modo de vida e tolerância religiosa. Cem anos depois, mais ou menos, em 1795, os Ingleses tornaram-se na potência predominante e também eles respeitaram a comunidade judaica, não a molestando.»
(in Martin Gilbert: Os 5000 Anos de História e Fé do Povo Judeu, Lisboa, Alêtheia Editores, Abril de 2006, p. 127)
2008-03-21
2008-03-09
Berlin Alexanderplatz

Berlin Alexanderplatz (1980) é o filme mais célebre de Rainer Werner Fassbinder. É a sua obra mais complexa, erudita e ambiciosa e um dos retratos mais admiráveis de sempre de uma cidade. Berlim não é apenas o espaço em que decorre a intriga, mas constitui, com o seu pitoresco, os seus contrastes e os seus segredos, o próprio assunto do filme. Porém, a grandiosidade do conjunto não ofusca o brilhantismo e a autonomia das suas partes integrantes. Cada um dos habitantes da cidade de Fassbinder é único e fascinante pelas suas peculiaridades e contradições.
O carácter contraditório do protagonista surge com particular evidência na segunda parte do filme. Sabemos que Franz Biberkopf não é mau e que até jurou à saída da prisão de Tegel fazer apenas o bem. Sabemos inclusivamente que ele não é anti-semita, até porque o primeiro amigo que fez após o cumprimento da sua pena foi um judeu. Porém, ele aceita vender o jornal Völkischer Beobachter nas ruas da cidade e abraça a ideologia nazi, seguindo o exemplo de muitos dos seus compatriotas, que também colocaram voluntariamente o poder nas mãos de Hitler. É um facto surpreendente e mesmo os melhores pensadores nunca contaram com a popularidade e eficácia dos nazis.
Sejam quais forem as razões de Franz Biberkopf, é indiscutível que ele não age por mero oportunismo. Ele acredita sinceramente no nazismo e a força das suas convicções surge com toda a clareza no confronto final com os comunistas. É uma sequência que vemos hoje com distanciamento e ironia, pois sabemos que os intervenientes lutam encarniçadamente por ideologias que teriam consequências igualmente desastrosas.
A maior ironia talvez até nem seja essa. Os comunistas alemães não só não conseguiram impedir a tomada do poder pelos nazis, como poderão, ainda que involuntariamente, ter contribuído decisivamente para o sucesso de Hitler. Com os seus apelos à violência popular, os dirigentes da KPD deram o pretexto ideal ao governo nazi para tomar medidas repressivas e criaram junto da população o receio, aliás infundado, de um grande levantamento bolchevista. Biberkopf parece estar plenamente consciente desses erros de estratégia, quando adverte: «De que vão vocês viver, espalha-brasas? Estão bêbedos de palavras! Só sabem causar confusão e tornar os outros odientos até ficarem mesmo maliciosos e acabarem com um de vocês!»
2008-03-06
Cicciolina (vi)
«Já votámos nos Filhos e deu no que deu, agora votemos nas mães. Vota na Puta, contra os Filhos da Puta!»
2008-02-24
2008-02-23
2008-02-13
Cicciolina Muscolo Rosso (Voglia Di Cazzo)
dopo le mie trasgressioni
dopo tutte queste emozioni
nessuno mi puo fermare
non mi potete arrestare
selvaggio animale in calore
il cazzo che mi spruzza nel cuore
un muscolo rosso d'amoreee
affonda lungo al mio cuore
tuuuu che sembri un manichino
tira fuori il cazzo duro
ti faccio un pompino
io ti faccio un pompino oh oh
[tutti, in coro]
voglio il cazzo
vestito di pelle
il cazzo... piu duro del muro
il cazzo nel buco del culo
il cazzo che mi sfonderà (ah) Insieme a me schizzerà
voglio il cazzo
vestito di pelle
il cazzo... più duro del muro
il cazzo... Nel buco del culo
il cazzo che mi sfonderà (ah) insieme a me schizzerà
in mio potere sarà
selvaggio animale in calore
il cazzo che mi spruzza nel cuore
un muscolo rosso d'amore
affonda lungo al mio cuore
tu che sembri un manichino
tira fuori il cazzo duro ti faccio un pompino
io ti faccio un pompino oh oh
[e via di ritornello...]
voglio il cazzo
vestito di pelle
il cazzo... piu duro del muro
il cazzo nel buco del culo
il cazzo che mi sfonderà (ah) Insieme a me schizzerà
voglio il cazzo
vestito di pelle
il cazzo... più duro del muro
il cazzo... Nel buco del culo
il cazzo che mi sfonderà (ah) insieme a me schizzerà
in mio potere sarà
dopo tutte queste emozioni
nessuno mi puo fermare
non mi potete arrestare
selvaggio animale in calore
il cazzo che mi spruzza nel cuore
un muscolo rosso d'amoreee
affonda lungo al mio cuore
tuuuu che sembri un manichino
tira fuori il cazzo duro
ti faccio un pompino
io ti faccio un pompino oh oh
[tutti, in coro]
voglio il cazzo
vestito di pelle
il cazzo... piu duro del muro
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il cazzo che mi sfonderà (ah) Insieme a me schizzerà
voglio il cazzo
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il cazzo... Nel buco del culo
il cazzo che mi sfonderà (ah) insieme a me schizzerà
in mio potere sarà
selvaggio animale in calore
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affonda lungo al mio cuore
tu che sembri un manichino
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io ti faccio un pompino oh oh
[e via di ritornello...]
voglio il cazzo
vestito di pelle
il cazzo... piu duro del muro
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il cazzo che mi sfonderà (ah) Insieme a me schizzerà
voglio il cazzo
vestito di pelle
il cazzo... più duro del muro
il cazzo... Nel buco del culo
il cazzo che mi sfonderà (ah) insieme a me schizzerà
in mio potere sarà
2008-02-10
2008-02-04
2046

2046 foi um enorme sucesso de público e crítica. Todas as pessoas que apreciam cinema encontram excelentes razões para gostar do filme de Wong Kar Wai: a magnífica direcção de fotografia, a banda sonora de uma beleza assombrosa ou ainda as interpretações inesquecíveis de um elenco perfeito. Todos estes elementos surgem impecavelmente orquestrados pelo realizador mais brilhante e sensível de sempre. Mas há um grupo que terá uma relação particularmente intensa com 2046: os escritores. Essa gente tem razões acrescidas para gostar do filme, não só pela sua linguagem marcadamente literária (as analepses, os fragmentos), mas também pelo tema e protagonista.
O herói de 2046 é um escritor e, como todos os escritores, é uma pessoa complexa. As suas acções parecem estranhas, paradoxais e, por vezes, falhas de carácter. Chow é um sedutor nato que parece querer levar as suas mulheres ao pico da felicidade a dois, apenas para que elas depois possam sofrer uma queda ainda maior. «Talvez eu não seja um tipo assim tão decente», afirma o próprio Chow em jeito de confissão. Isto deixa à vista o carácter autobiográfico do seu texto sobre o misterioso comboio que parte para 2046, onde os homens e mulheres que buscam o amor querem resgatar as suas memórias perdidas; porém, a verdadeira natureza desse lugar permanece desconhecida, porque até à data ninguém regressou de 2046.
A solução para o mistério de 2046 poderá estar numa famosa obra de um outro escritor, Stendhal, intitulada Do Amor. O essencial deste formoso livro sobre o amor-paixão pode ser resumido em três grandes divisas. Primeiro, o amor é fundamentalmente um fenómeno da imaginação. O enamoramento implica uma projecção da perfeição naquilo que amamos e, nessa medida, é uma espécie de auto-ilusão deliberada. Segundo, os melhores momentos do amor são os seus momentos iniciais. Nas incertezas e inquietações da fase de sedução estão as delícias do amor; quando chega o seu desenlace, o melhor já passou e tudo o que nos espera é a comodidade, a rotina e o marasmo. Terceiro, o amor-paixão conduz a um certo ascetismo, porque «paralisa todos os prazeres e torna insípidas todas as restantes ocupações da vida».
Encontramos reminiscências desta concepção austera do amor no final do filme Casablanca. Sabemos que Rick quisera anteriormente viver o seu amor com Ilsa, quando estava com ela em Paris e a pedira em casamento. Depois, em Casablanca, vivem um segundo e inesperado pico da sua paixão amorosa. O que Rick propõe no final (e Ilsa aceita tacitamente) é que ambos evitem a tentação da comodidade na vida amorosa, para que possam preservar como um tesouro a memória dos momentos que partilharam. «We’ll always have Paris.» Esse Paris é tão único e irrepetível como o quarto de hotel de In the Mood for Love e 2046. O protagonista sabe-o bem e é isso que explica o seu comportamento errático. Quando Chow opta por ficar só, não o faz por capricho ou egoísmo mas sim por lucidez.
2008-02-03
2008-02-02
Países terríveis: China (v)
O trabalhador chinês que só vê a família uma vez por ano e ganha quatro dólares por dia, mas diz que o patrão é muito bom porque não lhe dá porrada.
2008-01-15
2008-01-12
Jordan McKenzie
A última loucura de Jordan McKenzie: 55 imagens feitas com esperma do próprio artista, em exibição no Centre for Recent Drawing em Highbury, Londres. Nas palavras do próprio McKenzie, a sua obra é «an acknowledgement of human futility in the face of time as well as a violent record of male sexual drive - a poignant and elegiac witness to human fragility and impermanence.»
2007-12-29
2007-12-15
2007-11-30
Países terríveis: Portugal (iv)
Não há nada mais português que a cunha. A cunha consiste na recomendação de uma pessoa influente e está profundamente entranhada nas mentalidades e nos hábitos dos portugueses. No nosso país, não é possível fazer o que quer que seja sem ela. Não se consegue arranjar um emprego decente, ganhar um concurso público ou obter colocação na faculdade de medicina sem meter uma cunha; o mérito individual conta pouco ou quase nada. Isto demonstra que o pensamento moral predominante entre nós é o da parcialidade. A generalidade dos portugueses supõe que a moralidade começa com os deveres com amigos, familiares e colegas e mais do que isso não é necessário. Porém, um raciocínio moral destes é insuficiente. Para realmente sermos pessoas decentes, devemos procurar ser imparciais, porque o bem-estar de cada pessoa é igualmente importante e todos são igualmente dignos de respeito.
A mentalidade dos nossos empresários é um caso flagrante de parcialidade. Ao contrário do que ocorre na maioria das economias de mercado do mundo, nas grandes empresas portuguesas é o princípio da cunha que rege a gestão e transmissão de poder. Enquanto que normalmente as direcções e os dirigentes dos grandes grupos internacionais são escolhidos segundo o mérito dos candidatos, em Portugal o que conta quase sempre é a sua origem e o seu apelido. A continuidade das empresas familiares é um objectivo abertamente assumido pelas famílias abastadas, que constituem as elites económicas, sociais e por vezes também políticas de Lisboa e Porto. Partilham interesses, ideais e modos de comportamento. E formam uma rede estreita de interesses, que dificulta o acesso do exterior.
A mentalidade dos nossos empresários é um caso flagrante de parcialidade. Ao contrário do que ocorre na maioria das economias de mercado do mundo, nas grandes empresas portuguesas é o princípio da cunha que rege a gestão e transmissão de poder. Enquanto que normalmente as direcções e os dirigentes dos grandes grupos internacionais são escolhidos segundo o mérito dos candidatos, em Portugal o que conta quase sempre é a sua origem e o seu apelido. A continuidade das empresas familiares é um objectivo abertamente assumido pelas famílias abastadas, que constituem as elites económicas, sociais e por vezes também políticas de Lisboa e Porto. Partilham interesses, ideais e modos de comportamento. E formam uma rede estreita de interesses, que dificulta o acesso do exterior.
2007-11-26
Homens
Os homens quando se juntam
Para tomar um copo de vinho
Começam no Santo António
E acabam no São Martinho.
Para tomar um copo de vinho
Começam no Santo António
E acabam no São Martinho.
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